
Por que é tão difícil tomar uma decisão definitiva? Às vezes você a toma, por alguns segundos, e, de repente você percebe que não decidiu nada, que trilhões de sentimentos novos te tomaram sem que você se desse conta, e aquela decisão foi embora.
Você sabe que precisa decidir exatamente isso. E é tão bom quando, mesmo da maneira errada, você finalmente consegue. É aquela relação que você empurra com a barriga, com a pessoa que você não sente mais nada, que você sabe que tem que acabar. Mas não consegue. Virou rotina. E a pessoa faz algo que te decepciona, você mentaliza a cena de quando você diz a verdade e decide que acobou. Mas, logo depois, ele faz algo que te agrada, algo que você já esperava, ou já estava acostumado a ver, e tudo muda. Não porque o amor voltou. Ele não voltou. Mas porque sua mente simplesmente decidiu por você e resolveu te comunicar depois.
Isso não é um roteiro, não. Não é uma regra. Mas esse exemplo acontece. Por que acontece?
Acontece comigo, e eu brigo contra os sentimentos diariamente. Falo pra mim mesma e pra essa mente inquieta que ocupa meu interior que os sentimentos podem fazer muito mal para a saúde. Isso mesmo, para a saúde mental, emocional, física, quando te dominam. Não se desfaça completamente deles, pra não se tornar uma pessoa amarga e azeda; mas evite-os no momento em que "baterem na portinha" da sua mente na hora de uma decisão.
É o que eu faço. Mas, como descrevi e exemplifiquei acima, eles arrombam a portinha quando estou "dormindo" acordada, pegam o volante da mente burra e fraca que reside lá dentro, e começam a dirigir sem pedir minha opinião.
Acho que eu deveria forçar o tempo todo. Repetir e repetir mil vezes as razões da Razão. Quem sabe meus próprios sentimentos ouviriam e decidiriam que a razão tem mais razão. É um meio.
Eu sei que é ridículo, tá. Mas pelo menos eu tento não ser besta, me deixando ser tomada por sentimentos e expectativas não infundadas que só servem pra tornar a decepção maior quando ela ocorre. Não tive grandes decepções na minha vida. Aliás, essa armadura toda não se formou por experiência empírica própria. Pelo contrário, foi por muita observação dos fatos e "bestas" ao meu redor, quebrando a cara e chorando pelos cantos que me tornou assim. OBSERVAÇÃO aguçada, sim.
Mas confesso, sou uma pessoa com altos e baixos, e com alto índice de "dominação" por eles. Acho que, se eu não tentasse reverter esse índice, através de minha personalidade forte, tentando "domar" as coisas, eu teria grandes chances de perder a vontade própria e me tornar um amontoado de sentimentozinhos ambulante. Mas ainda bem que acordei cedo. Tenho a vida toda pela frente para dominar-me (hohoho).
Enfim, eu amo a vida. Eu amo o Direito (e não é a Dogmática Jurídica. Eu amo o Direito em si, com toda a sua historicidade, sua alternatividade e livre pesquisa). Amo minha família, e as pessoas com que convivo diariamente, mesmo as chatas. Detesto que maltratem os animais. E detesto a humanidade, de modo geral. Mas não desisto dela. Não que minha opinião seja relevante a ponto de chegar a ser uma ervilha no Universo, mas são exemplos de que eu sinto. Eu sou um ser humano, não uma máquina. Mas crio técnicas de auto-defesa. AUTO-DEFESA mesmo. Defendo-me de mim mesma.
Cuidado, eu mordo.
(e deixo roxo)
Você sabe que precisa decidir exatamente isso. E é tão bom quando, mesmo da maneira errada, você finalmente consegue. É aquela relação que você empurra com a barriga, com a pessoa que você não sente mais nada, que você sabe que tem que acabar. Mas não consegue. Virou rotina. E a pessoa faz algo que te decepciona, você mentaliza a cena de quando você diz a verdade e decide que acobou. Mas, logo depois, ele faz algo que te agrada, algo que você já esperava, ou já estava acostumado a ver, e tudo muda. Não porque o amor voltou. Ele não voltou. Mas porque sua mente simplesmente decidiu por você e resolveu te comunicar depois.
Isso não é um roteiro, não. Não é uma regra. Mas esse exemplo acontece. Por que acontece?
Acontece comigo, e eu brigo contra os sentimentos diariamente. Falo pra mim mesma e pra essa mente inquieta que ocupa meu interior que os sentimentos podem fazer muito mal para a saúde. Isso mesmo, para a saúde mental, emocional, física, quando te dominam. Não se desfaça completamente deles, pra não se tornar uma pessoa amarga e azeda; mas evite-os no momento em que "baterem na portinha" da sua mente na hora de uma decisão.
É o que eu faço. Mas, como descrevi e exemplifiquei acima, eles arrombam a portinha quando estou "dormindo" acordada, pegam o volante da mente burra e fraca que reside lá dentro, e começam a dirigir sem pedir minha opinião.
Acho que eu deveria forçar o tempo todo. Repetir e repetir mil vezes as razões da Razão. Quem sabe meus próprios sentimentos ouviriam e decidiriam que a razão tem mais razão. É um meio.
Eu sei que é ridículo, tá. Mas pelo menos eu tento não ser besta, me deixando ser tomada por sentimentos e expectativas não infundadas que só servem pra tornar a decepção maior quando ela ocorre. Não tive grandes decepções na minha vida. Aliás, essa armadura toda não se formou por experiência empírica própria. Pelo contrário, foi por muita observação dos fatos e "bestas" ao meu redor, quebrando a cara e chorando pelos cantos que me tornou assim. OBSERVAÇÃO aguçada, sim.
Mas confesso, sou uma pessoa com altos e baixos, e com alto índice de "dominação" por eles. Acho que, se eu não tentasse reverter esse índice, através de minha personalidade forte, tentando "domar" as coisas, eu teria grandes chances de perder a vontade própria e me tornar um amontoado de sentimentozinhos ambulante. Mas ainda bem que acordei cedo. Tenho a vida toda pela frente para dominar-me (hohoho).
Enfim, eu amo a vida. Eu amo o Direito (e não é a Dogmática Jurídica. Eu amo o Direito em si, com toda a sua historicidade, sua alternatividade e livre pesquisa). Amo minha família, e as pessoas com que convivo diariamente, mesmo as chatas. Detesto que maltratem os animais. E detesto a humanidade, de modo geral. Mas não desisto dela. Não que minha opinião seja relevante a ponto de chegar a ser uma ervilha no Universo, mas são exemplos de que eu sinto. Eu sou um ser humano, não uma máquina. Mas crio técnicas de auto-defesa. AUTO-DEFESA mesmo. Defendo-me de mim mesma.
Cuidado, eu mordo.
(e deixo roxo)

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