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18 outubro 2010


Acho que nem sempre entendemos a delícia de decidir. Um dia li a seguinte frase da qual não recordo o autor: “Coragem não é ausência de medo, mas o julgamento de que algo é mais importante que o medo.” Concordo com ele. Seria fácil decidir sem nenhum medo, como atravessar sobre a corda bamba sem temer cair, estando ela a 2 centímetros do chão; ou mergulhar no desconhecido com equipamentos protetores de mergulho. Seria tão simples. Coragem por ausência de medo.
Mas o segredo da verdadeira coragem está em extrapolar o medo, passar sobre ele, ignorá-lo, ser mais forte e mais vivo que ele. Eis a delícia de ser corajoso.
Diante de tantos riscos a correr, de todas as possíveis conseqüências de uma decisão, a coragem reside em decidir mesmo assim. Decidir, não esperando o que virá depois, ou dependendo de um fato específico que poderá ocorrer, não! Decidir porque é necessário, porque chegou um momento em que é preciso interromper determinado fluxo. Decidir porque você sentiu que precisava da pura e simples decisão, do ato de coragem.
Sinto-me assim agora. Não sei o que aconteceria se não tivesse tomado a decisão, mas o que está acontecendo agora não me permite arrependimento algum. Sejam quais forem as conseqüências, ou se os contras forem mais que os prós, mesmo assim, estarei imensamente orgulhosa de mim, pois decidi APESAR DE, decidi por pura e indescritível CORAGEM.

Um comentário:

  1. Concordo plenamente. E é por isso, penso, que os corajosos levam vantagem sobre os destemidos. O medo é prudente e a coragem é o desejo de transpor. Belo seu blog! Também estudo Direito. O que é ser "completamente gaúcha"? Achei interessante isso.

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