
Mais feliz me sentiria hoje, se estivesse na minha terrinha amada, pois lá o dia do gaúcho é sentido até no respirar. O vinte de setembro é o precursor da liberdade, do orgulho de ser riograndense em cada gota de sangue nas veias. Por mais interior que seja esse orgulho, inobstante sua subjetividade, ao andar pelas ruas do pago é impossível não senti-lo como se estivesse impregnado em cada pedacinho da amada terra, em cada gota de água, em cada gaúcho ao nosso redor. Parabéns ao Rio Grande amado por ser essa terra inesquecível a quem lá nasce e a quem um dia esteve lá. E parabéns aos gaúchos verdadeiros, conceito este que caso eu fosse explicar, me delongaria demasiadamente, posto ser um adjetivo rico e impossível de se entender sem sê-lo. Em especial, dedico este post à mulher gaúcha, o que, orgulhosamente, sou em cada pedacinho do meu ser.
Mulher gaúcha, da pele cor de canela
Dos lábios meigos coloreados de pitanga
Cabelos longos, enponchados pela noite
E os olhos claros que nem vertente de sanga
És mãe, esposa, companheira farroupilha
Seja na paz ou no estrondo da garrucha
Canta o Rio Grande como os anjos cantam a lira
Prenda bonita, bendita mulher gaúcha.
Mulher gaúcha, sem vaidade
Quanta beleza na tua simplicidade
Se Deus fez outra, mais bonita que tu
Talvez por ciúmes, não mostrou pra humanidade.
Tua beleza é o encanto da querência
Toda razão que te orgulhe em ser mulher
És o feitiço da mãe santa natureza
Pois és campeira qual flor do mal - me – quer
Floresce a alma de quem tem melancolia
És a magia mais sublime da canção
Mulher fraterna minha eterna poesia.

Melhor me cairiam essas palavras, se eu já não tivesse desfeito em mim o ídolo da tribo e do foro.
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