Powered By Blogger

14 outubro 2010

Meu raio de Sol (Clécio Almeida)


"27 de setembro de 2010

O girassol (Priscila Portes)
Algumas pessoas nos servem de girassol, eu sempre digo isso.
Hoje eu falei com um dos primeiros girassóis do meu jardim e que há muito tempo não trocava uma palavra à toa.
Por algumas horas eu fiquei pensando nos anos anteriores... no Colégio de Fátima, das manhãs comuns, da vida mais comum que eu tinha, do estudo mais comum que eu fazia, das coisas mais comuns que eu falava, dos trajetos mais comuns que percorria.
Priscila Portes.
Esse nome soa aos meus ouvidos, como soa “Maria Bethânia” para a MPB e sem tirar nem pôr. Das coisas arcaides que a gente fez, duas são altamente nocivas ao pensamento grego, hehehe. Primeiro a nossa paródia da aula de Ensino Religioso que tinha ficado (pelo menos eu acho isso agora) muito podre, no primeiro ano e outra feita foi uma paranoia que tivemos numa aula de história, em que percebemos uma ligação entre duas datas importantes da história medieval e ficamos procurando relações, tipo...teoria da conspiração. Olha...só nós mesmo.
Mas o melhor e que não sai, é a primeira impressão que tive da Pri, logo nos primeiros dias de aula...três motivos me levavam a ter para com ela uma certa suspeita, primeiro o fato dela ser garota (elas não são confiáveis, pensava eu), segundo é que ela vinha do Pindorama (nunca simpatizei com tal escola) e terceiro, e mais engraçado, é o que aconteceu depois da primeira prova, de física.
Nunca me considerei um cara super esperto nas ciências exatas, até porque não achava isso necessário, mas sempre tirava o necessário. Necessário no caso entenda-se entre 8 e 9. De modo que eu nunca iria ver como um problema ganhar um 7 ou até mesmo um 6 numa prova de física, química ou matemática. Comecei a pensar nisso depois do resultado da primeira prova de física da Priscila.
Ela tinha tirado 7.
7.
E fez um escândalo, não estou aumentando: ela chorou na sala de aula.
Eu achei o “óó” de borogodó e fiquei a pensar se a Pri era certa do juízo, com o tempo eu entendi que ela não era mesmo e não tinha muita coisa que se fazer. Hehehe


Te amo Pri."


E, claro que meu amigo Clécio sabe até hoje que não adianta falar am juízo comigo. Tenho uma série de princípios e posso dizer, modestamente, que tenho um caráter muito bom. Mas juízo, na verdade, mais atrapalha do que ajuda.
Mas falando de girassol. Adoro ser um, no meio de um mundo com tantas margaridas, que nascem, crescem e morrem com as mesmas carinhas, as mesmas idéias. No máximo, a utilidade de ser usada para o velho "mal me quer, bem me quer" da adolescência.
Eu não, adoro seguir o Sol, que ora aparece, ora se esconde por nuvens ou pela noite.
Você já viu um Girassol?
Trata-se de uma flor amarela, muito grande, que gira sempre em busca do sol. E é por essa razão que é popularmente chamada de Girassol.
Quando uma pequena e frágil semente dessa flor brota em meio a outras plantas, procura imediatamente pela luz solar. É como se soubesse, instintivamente, que a claridade e o calor do sol lhe possibilitarão a vida.
E o que aconteceria à flor se a colocássemos em uma redoma bem fechada e escura? Certamente, em pouco tempo, ela morreria.
E nada como você ser parte do meu Sol, meu raio de sol. Um dos mais brilhantes, ofuscantes, admiráveis.
Te amo por tudo isso. Por, assim como eu tento ser, seres autêntico, inconformado. Visto de longe.

Um comentário: